| |
Linda Cirandda da Lua! Cirandda de Sábios...
Minha amada estrela de Vênus que encanta a todos com o seu brilho e amor. Que teus caminhos estejam sempre aberta, que a abundancia sempre esteja presente em sua a vida e o amor que você já é sempre reverbere em seu coração e para tudo e todos a sua volta.
Parabéns pelo lindo encontro, perfeito, lindo e amoroso. Gratidão pela oportunidade. Sou muito grata a ti que me pegou pela mão nas horas em que mais precisei, nos momentos em que eu mesma não sabia quem eu era.Gratidão pelo seu amor, paciência e carinho.
Amo você!
Marina |
|
| |
|
Yaya, querida e amada de longas jornadas!!!
Somos nós quem temos a agradecer a oportunidade ímpar que nos proporcionou.
Ao seu dispor, sempre e quando necessitar.
Por todas as nossas relações!!!!
Gratidão!!!
Shirlene |
|
| |
|
Amada Soraya,
Minha mais profunda gratidão, gratidão, gratidãaaaaaaaao!!!
Pela confiança de ceder seu espaço, o nome da sua linda Cirandda.
Sinto-me verdadeiramente agraciada pelo universo.
Aliás foi uma ótima experiência. A realização de um sonho que veio na forma de presente. Aliás dois, pois o encontro com a Lulu fazia parte de um sonho meu também e de repente ela estava ali tão pertinho.... FOI LINDO!!!
Quero compartilhar minha ALEGRIA. Uma REALIZAÇÂO!!!
A princípio estava bastante ansiosa, e isso estava visível....rsrsr....
Porém, durante o workshop tudo ficou tranqüilo, fluiu naturalmente, tudo foi criando forma e pelo retorno das meninas que participaram me parece que foi tudo muito bem..."com a Benção de Afrodite", é claro.
Tenho muito orgulho de fazer parte da sua Cirandda.
Jamais esquecerei. Minha mais nova "Fada Madrinha".
Agradecerei pessoalmente, ok!!! ...Estou louca p/ te dar forte abraço cheinho de carinho....bjssssssssss.
TUDO ESTAVA MUITO LINDO!!! PARABÉNS!!!
Continuarei sempre acreditando que...
"O Impossivel é apenas uma ponte para tornar-se Possível...!!!"
Cecilia de Farias - Mani Shanti
P.S. "O Impossivel é apenas uma ponte para tornar-se Possível...!!!" |
|
| |
|
Amada Sô!
Gratidão pelo evento!
Quando escutei essa música, pensei "foi feita pra Sô":
A Fada Azul
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro
Ela dança as fases da lua
tece vento e o ar rodopia
põe no colo os bichos das ruas
põe no chão quem quer correria
põe as mãos de alguém entre as suas
e é o nascer de um sol, mais um dia
Do aroma rosa da arte
ela extrai a cor da alegria
do lilás do olhar de quem parte
faz o azul de quem ficaria
do vermelho ardor do estandarte
o nascer de um sol, mais um dia
Tem a solidão do poeta
a paixão da chuva tardia
escultora da linha reta
que a luz percorre e esta via
salta do seu olho, é uma seta
o nascer do sol, mais um dia
São brilhos de estrelas na perna
e a noite que a estrela anuncia
a paixão é estranha caverna
quem tem medo e amor já sabia
uma noite nunca é eterna
é o nascer do sol, mais um dia
Ela pisa as ruas do tempo
já foi louca, princesa e Maria
faz de azul mais que cor, sentimento
mina d'água, azul, poesia
faz soar as rimas que invento
e é o nascer do sol, mais um dia
"O poder de uma mulher vem de dentro, a química está no seu olhar e a magia que seduz, atrai e encanta está na simples forma de ser ela mesma na mais profunda verdade de seu ser." Carolina Salcides
"Nada causa mais horror à ordem do que mulheres que lutam e sonham", José Martí
À todas mulheres deusas desta linda Cirandda!!!!
Amo muito vcs!!! Parabéns pelo nosso dia!!!!
|
|
| |
|
Querida Soraya,
Foi um grande prazer compartilhar com você e todos nesta Cirandda maravilhosa!!!
Gratidão! Gratidão! Gratidão!
Beijos de Luz,
Leny |
|
| |
|
Querida Soraya,
muito obrigada pelo carinho e por todo amor
com que fui recebida no templo sagrado
que é o coração dos irmãos da Cirandda da Lua...
Mil bjs!!!
Millah |
|
| |
|
| |
|
| |
| |
| |
Oração da Mulher Sagrada
por Carla Lamperti
Sagrada Força Feminina te saúdo e sinto tua presença se manifestando em meu Ser
Através de meus pensamentos, palavras e ações deixo que a Divina Presença da Mãe Cósmica me oriente com sua infinita sabedoria
Ela está chegando, sinto sua Dança
Ela está falando, ouço sua canção de Amor!
Ela está dentro e fora nas coisas mais simples e por isso perfeitas
E seu templo sagrado é meu corpo de Mulher
Seu pensamento agora é meu pensamento
E só penso em Amor,
Só sinto Amor
E só vejo Amor
O mundo que percebo é fruto da minha percepção de Amor
E assim crio a minha realidade
Abençôo meu dia e honro minha Deusa de mil nomes
E assim crio a magia que me ilumina e protege
Saúdo a noite e honro minha Mãe Lua, suas sagradas fases comandam meu corpo de mulher
E assim me preservo saudável e com meus ciclos femininos em perfeita harmonia.
Saúdo a Incognoscível, e assim honro e preservo meu poder oculto.
Saúdo as Forças da Natureza para que a Mãe Terra me proteja e me oriente no Norte, no Sul, no Leste e no Oeste.
Honro a terra onde piso, a água que bebo e o meu alimento, pois sei que tudo que fizer a esta Terra voltará para mim e para meus descendentes.
E assim me conecto ao coração de Gaia e a sua proteção maternal.
A Deusa cuida do meu corpo e da minha alma
E assim estou em perfeita sincronia com o Universo
Do meu coração flui seus ensinamentos, suas palavras de sabedoria e sua força infinita
E assim realizo minha divindade humana
Em minha alma o sagrado feminino e o sagrado masculino se uniram em Amor e Êxtase
E assim descobri o equilíbrio onde o ser humano deve estar
Todo o Amor que nutre minha existência vem da Fonte Divina
Por isso não preciso que nenhum ser humano o faça por mim
A Deusa abençoa meu corpo com beleza e encantos
Para que a beleza da minha Alma se reflita em meu corpo feminino sempre
Da minha mente fluem os pensamentos e a criatividade que fazem minha existência ser especial e singular
E assim realizo minha vocação maior
Preservo meu coração limpo e leve como uma pena
E assim me permito ser livre e feliz
Para sempre
A Deusa que há em mim saúda a Divindade há em tudo que vive
E reza para que todas as mulheres conheçam sua Deusa Interior
E assim curem e libertem suas vidas para a alegria, o prazer, a saúde e o Amor.
Eu sou Carla Lampert do Magdala Feminino Essencial e saúdo a Deusa em Você no Dia Internacional da Mulher e em todos os dias de sua existência!
"A Deusa em mim saúda a Deusa em Você"
|
|
| |
ESPELHO DO SAGRADO EM MIM
por Patricia Castro
ESPELHO DO SAGRADO EM MIM
ESPELHO, ESPELHO MEU... EXISTE ALGUÉM MAIS BELA DO QUE EU...
Que espelho é este que nós mulheres tanto procuramos?
Diga-me amada Mãe Divina...
Grande Deusa Amada...
E ela majestosamente se coloca a minha frente, me olha nos olhos profundamente, e suas infinitas faces me são mostradas...
E uma voz doce e suave sussurra, como uma Brisa de amor, em meu coração:
Abra o seu coração amada filha,
Olhe fundo nos meus olhos...
Veja a essência da qual és feita; linda mulher...
Este é o espelho que procuras, o Seu Sagrado Espelho da Alma...
Olhe–me nos olhos, Olhe–se nos olhos...
E sinta o meu abraço cósmico...
Eu sou o Sagrado Mistério que habita em você...
Quando você reverencia este Sagrado com Amor, Abertura e Devoção...
Você Sou Eu e Eu Sou Você...
Eu Estou no seu sorriso inocente de menina que quer brincar ,
Eu Sou todo o infinito potencial de Amor que reside em seu coração,
Eu Sou a donzela, Sou A Mãe, Eu Sou a Maga;
Eu Sou as suas feridas não cicatrizadas e eu sou o Bálsamo que as cura;
Eu Sou a sua transformação... , suas asas de Borboleta, a sua visão de águia, e a sua Fênix renascida;
Eu Sou a sua Fertilidade Criativa;
Eu sou o seu plantio, a sua espera e a sua colheita;
Eu Sou a sua Paz Interna diante das ameaças externas;
Eu Sou a Dança, tão Sagrada...
Que canta, encanta e cura;
E eu posso Dançar em você, se assim você me permitir...
Pois...Eu Sou a porta aberta que só você pode escolher abrir,
Para todas as minhas infinitas faces;
Para o Sagrado Encontro com o seu Infinito potencial;
E se você assim escolher... Saiba que eu te receberei...
Em meu colo de Mãe,
Em meu Ventre Sagrado...
E Juntas... Nós iremos seguir... num só coração, num só ventre;numa só ciranda;
Rumo a nossa linda Jornada Infinita...
De Amor, Cura e Transformação...
Toda Mulher, guarda em si, um tesouro Sagrado...
Um Portal ancorado em seu coração e em seu ventre.
Por milênios a humanidade tenta fechar estes portais de Poder, mas ainda assim, a revelia; de todas as tiranias, todas as guerra, todos os excessos cometidos contra as Leis do Amor; o Poder destes portais continua vivo em vocês mulheres.Pois a linda porta que ancora a vida na Terra é o vosso ventre feminino...
Ele gera e nutre a vida, o potencial, à semente Divina...
“E Bendito é o fruto do vosso ventre...”.
Pois este portal da Vida é infinito...
E vocês como mulheres tem o papel de nutrir e acolher a semente, para manifestar o fruto...
E este fruto não é somente o nascimento de um bebê físico tão sagrado, mas é também o fruto sagrado da dedicação, o fruto do amor, o fruto da Dança, o fruto da Cura, o fruto da magia e dos milagres infinitos...
Todas as mulheres guardam um portal em si... Se vocês amarem, reverenciarem, e respeitarem este portal... Ele se abrirá á vocês, em infinitas flores, frutos, caminhos e curas.
Onde existir uma mulher reverente ao seu Sagrado Mistério feminino...
Eu estarei lá...
Atrás dos véus que nos separam, nós sacerdotisas e Deusas, como vocês assim nos chamam, estamos aqui filhas amadas, esperando que vocês abram esse portal a nós.
Eu fui mulher, em tempos difíceis e vivenciei as dores humanas, e eu as curava quando me abria ao Sagrado, ao Mistério e a Graça Divina.
Tudo isto está ao alcance de vocês filhas amadas...
“Bendito é o fruto de vosso ventre... E Bendito é o ventre feminino de cada mulher que se abre ao seu Poder Sagrado...”.
Amados filhos eu os recebo neste dia em meu coração e os cubro com meu Manto azul, eu os envolvo com muito Amor... Eu estou junto às muitas Deusas, muitos seres de Luz, anjos e Fadas, devas e seres da natureza, juntos estamos na cura da Mãe Terra.
Cada fruto gerado de ventres e corações sagrados como os vossos, cicatrizam uma ferida no coração da Mãe Terra...
Frutifiquem este Lindo Planeta...
Com as sementes de Amor que eu derramo neste momento em todos vocês.
Com muito Amor e Luz.
Eu Sou Maria, Mãe Divina da Paz.
Mensagem canalizada por Patricia Castro, Sacerdotisa do Circulo de Mulheres da Irmandarte de Afrodite - Cirandda da Lua - 08/03/2008 |
| |
A Consciência do Sagrado Feminino
por Mirella Faur
|
|
| |
 |
Durante os milênios da supremacia patriarcal, refletida nos valores espirituais, culturais, sociais, comportamentais e amparada pela hierarquia divina masculina, foi negada e reprimida qualquer manifestação da energia feminina, divina e humana. Resultou assim uma cultura exclusiva e destrutiva, centrada na violência, conquista e dominação com o conseqüente desequilíbrio global atual. Os homens - como gênero - não foram os únicos responsáveis pelas agressões e atitudes extremistas a eles atribuídas, mas a maneira pela qual a identidade masculina foi criada e reforçada pelos comportamentos de “heróis” e “super-homens”. |
|
| |
Fundamentados em seus direitos “divinos”, outorgados inicialmente por deuses guerreiros e depois reforçados pela interpretação tendenciosa dos preceitos bíblicos, os homens foram inspirados, instigados e recompensados para desconsiderar e deturpar as milenares tradições matrifocais e os cultos geocêntricos. Em lugar de valores de paz, prosperidade e parceria igualitária, foram instaurados princípios e sistemas de conquista, exploração e dominação da Terra, das mulheres e de outros homens.
Pela sistemática inferiorização e perseguição da mulher, o patriarcado procurava apagar e denegrir os cultos da Grande Mãe, “demonizando” e perseguindo os seus rituais, símbolos e valores. A relação igualitária homem-mulher foi renegada, a mulher declarada um ser inferior, maldito e responsável pelos males do mundo, destinada a sofrer e ser dominada pelo homem. Os princípios masculino e feminino – antes pólos complementares da mesma unidade – foram separados e colocados em ângulos opostos e antagônicos. Enalteceu-se o Pai, negou-se a Mãe e usou-se o nome de Deus para justificar e promover o código patriarcal, a subjugação e dominação da Terra e das mulheres. A tradição, os cultos e a simbologia da Deusa foram relegados ao ostracismo e paulatinamente ao esquecimento. Patriarcado e Cristianismo se uniram na construção da sociedade baseada em princípios, valores, normas e estruturas masculinas.
As últimas décadas do século passado proporcionaram uma gradativa mudança de paradigmas nas relações e nos conceitos relativos ao masculino e feminino. No entanto, para que este avanço teórico se concretize em ações e modificações comportamentais e espirituais, é imprescindível reconhecer a união harmoniosa e complementar das polaridades e procurar novos símbolos e rituais para o seu fortalecimento e equilíbrio. Com o surgimento progressivo de uma dimensão feminina da Divindade na atual consciência coletiva, está sendo fortalecido o retorno à Deusa e a revalorização do Sagrado Feminino.
Somos nós que estamos voltando à Deusa, pois Ela sempre esteve ao nosso lado, apenas oculta na bruma do esquecimento e velada pela nossa falta de compreensão e conexão com seu eterno amor e poder. A principal diferença entre o Pai patriarcal e a Mãe universal é a condição transcendente e longínqua do Criador e a essência imanente e eternamente presente da Criadora, em todas as manifestações da Natureza.
A redenção do sagrado feminino diz respeito tanto à mulher quanto ao homem. Ao esperar respostas e soluções vindas do Céu, esquecemos de olhar para baixo e ao redor, ignorando as necessidades de nossa Mãe Terra e de todos os nossos irmãos de criação. Para que os valores femininos possam ser compreendidos e vividos, são necessárias profundas mudanças em todas as áreas: social, política, cultural, econômica, familiar e espiritual. Uma nova consciência do Sagrado Feminino surgirá tão somente quando for resgatada a conexão espiritual com a Mãe Terra, percebida e honrada a Teia Cósmica à qual todos nós pertencemos e assumida a responsabilidade de zelar pelo seu equilíbrio e preservação.
O reconhecimento do Sagrado Feminino deve ser uma busca de todos, porém cabe às mulheres uma responsabilidade maior, devido à sua ancestral e profunda conexão com os arquétipos, atributos e energias da Grande Mãe.
Uma grande contribuição na transformação da mentalidade do passado e na expansão atual da consciência coletiva são os encontros de homens e mulheres em círculos e vivências comunitárias, para despertar e alinhar mentes, corações e espíritos em ações que visem a cura e a transmutação das feridas da psique, infligidas pelo patriarcado. Apaziguar a si mesmo, harmonizar seus relacionamentos, vencer o separatismo, reconhecer e honrar a interdependência de todos os seres, evitar qualquer forma de violência, dominação, competição ou discriminação são os desafios do ser humano contemporâneo, no nível pessoal, coletivo e global. Incentivando a parceria entre os gêneros e a interação dos planos energéticos (celeste, telúrico, ctônico) criam-se condições que favoreçam a expansão da consciência individual e a evolução planetária.
Que a Lua Nova de 7 de março de 2008 no signo de Peixes ( em conjunção com Urano favorecendo mudanças e possibilidades de cura) e a memória das 140 mulheres queimadas na fábrica têxtil de Nova Iorque em 8 de março de 1911, possam representar o incentivo para aprofundar e frutificar o Primeiro Encontro do Sagrado Feminino, honrando o aprendizado do passado e vencendo os desafios que permeiam a nossa caminhada terrestre, em uma amorosa e respeitosa parceria..
Mirella Faur, romena naturalizada brasileira, química-farmacêutica.Dedica-se desde 1968 a estudos metafísicos e espirituais, à prática da astrologia e leituras rúnicas, ao estudo de mitos, lendas e rituais das antigas Tradições da Deusa. Pioneira na divulgação e vivência dos princípios do Sagrado Feminino em Brasilia, onde realizou durante 13 anos rituais públicos dos plenilúnios, celebrações da Roda do Ano e ritos de passagem, criadora do círculo de mulheres da Chácara Remanso e da Teia de Thea em Brasilia. Autora do "Anuário da Grande Mãe. Guia prático para celebrar a Deusa", "O legado da Deusa.Ritos de passagem para mulheres" e "Mistérios nórdicos. Deuses.Runas.Magias.Rituais", bem como de artigos em publicações nacionais e estrangeiras.
|
|
| |
O MUNDO TEM SEDE DA DEUSA
por Mavesper Cy Ceridwen |
|
| |
|
Há alguns anos percorro a senda do sagrado feminino e tenho travado conhecimento com pessoas de todos os tipos, idades e religiões que tocam esse caminho. Muitas delas permanecem, algumas fazendo do culto à Deusa sua religião, como eu mesma. Outras não: elas chegam, bebem da fonte e saciam sua sede. E partem para o mundo revigoradas, alimentadas pela força e o poder do feminino sagrado.
O mundo do patriarcado é um lugar estéril, transformou-se em um deserto onde almas sedentas buscam um oásis, um alento. Não importam as opções religiosas, classe sociais, convicções políticas. Vivemos em um mundo que precisa desesperadamente nutrir-se, dessedentar-se. |
|
| |
E com essa constatação me lembro de dez anos atrás, no jardim do Chalice Well, em Glastonbury, aos pés do sagrado Monte Tor, onde aprendi da Deusa sua essência.
Lá estive em peregrinação, com pessoas muito caras ao meu coração e cheguei em pleno solstício de verão, o “quentíssimo” verão inglês, com chuvas torrenciais e a 7 graus centigrados. JChovia tanto que usávamos roupas impermeáveis quase todo o tempo.
Ao entrar no jardim do Chalice, vi a linda piscina que recebe as águas que nascem de dentro da montanha sagrada, vermelhas como o sangue da Deusa. Chovia, a água escorria sobre minha face, e todos estávamos muito emocionados. É um lugar de memórias ancestrais, de gerações e gerações que celebraram e honraram a Senhora.
Eu tinha minha taça nas mãos, para abençoar na fonte, e abracei uma árvore, era um salgueiro chorão. Eu chorava, minhas companheiras choravam emocionadas.
Eu olhei para o céu e recebendo a chuva em meu rosto eu perguntei: “Mãe, por que tanta água? Água da chuva, da fonte, do cálice, do choro, da árvore ... “ E ela respondeu nitidamente em minha mente: “Porque é somente isso que eu sou – Água. Se algum dia perguntarem quem é a Deusa que veneras, respondas simplesmente :“– Ela é Água”, pois sou somente isso. Água, que é vida. E se conseguires compreender minha simplicidade, então você será essa água, que saciará a sede do mundo.”
Hoje, ás vésperas desse lindo I Encontro do Sagrado Feminino, de longe, sob as fortes chuvas do Cerrado brasileiro, eu desejo a todos vocês participantes essa simples e profunda compreensão . Sejam Água! Levem a Deusa de que o mundo tem sede a todas as partes, a todas as almas, a todos os corações.
E ao aprenderem sua lição de simplicidade, mostrem a todos que o Feminino Sagrado é única coisa capaz de transformar o deserto em jardim, e mudar o mundo.
Abençoados sejam por Ela, que mata a sede do mundo!
Seja lindo e feliz seu Encontro e sua Partida, seja um hino de celebração à Senhora da Vida, e que breve possamos ter um Feliz Reencontro!
site 1: www.abrawicca.com.br | site 2: www.templodadeusa.com.br
MAVESPER CY CERIDWEN é Sacerdotisa fundadora da Tradiçâo Diânica do
Brasil, praticante de Wicca há 16 anos e líder do Coven Círculo de
Prata. Presidente da Abrawicca - Associação Brasileira de Arte e
Filosofia da Religião Wicca, é autora de "Wicca Brasil - Guia de
Rituais para celebrar as Deusas das Nações Indígenas Brasileiras" e
colaboradora de diversos periódicos, no Brasil e exterior. Desenvolve
há mais de 10 anos trabalhos públicos de esclarecimento sobre Wicca,
dedica-se ao estudo de Tealogia Comparada, tarot, ogham,cristais,
técnicas de cura xamânica e promove o trabalho de cura pelos Mistérios
Femininos, denominado "Reconsagração do Ventre".Criou a Wiccan Village
da Chácara Templo da Deusa, centro de estudos e vivências em Brasília,
DF, onde desenvolve um trabalho voltado ao treinamento e
aperfeiçoamento de sacerdotisas e sacerdotes
|
|
| |
Diga espelho meu...
por Pietra DiChiaroLuna
|
|
| |
|
Pode falar o que quiser, mas sempre que eu conto “Branca de Neve” para meus alunos, eu não consigo deixar de me apegar a rainha (má. Não por uma questão dela ser a bruxa e de querer redimir esta imagem. Nesse caso, acho tarde demais até para redimir os contos de fada. Não. A coisa é com o espelho, com a mulher que se preocupa com a beleza, com a alquimia que se processa. Sem dúvda, tudo que é levado ao extremo é ruím e que a história é uma alegoria, mas vamos pensar, por um momento, na alegria de olhar no espelho e fazer a fatídica pergunta e ele responder, “É tu, senhora!”.
Impagável. Delicioso!
|
|
| |
Ser mulher e amar o espelho. Muita gente passa o tempo todo na frente do espelho torcendo o nariz para o que nãogosta. Detesto isso. Parece má vontade consigo. Então, a coisa precisa ser trocada. Você precisa ser olhada e entendida; por você mesma. O que fica bonito em você Qual é a sua melhor cor? Como você lida com maquiagem? Quais são suas melhores roupas? Do que você gosta de verdade? Podendo responder essas perguntas com sinceridade, você pode e consegue se olhar no espelho com tanta satisfação e carinho que o nariz torcido some. Como mágicka!
Da transformação. O tempo passa e com ele, vamos amadurecendo. É um processo de Saturno. As alquimias pessoais acontecem e nesse campo, as coisas podem se tornar complicadas. Podemos acabar por terminar amargas e entregues a uma vida de tarefas e deveres. Porém, o cuidado e o conhecimento de si tem o efeito contráio. O tempo pode mudar o que pensamos em segurança e em super estima. Em literalmente, se gostar, se amar. E saber quem você é e do que é capaz é um trabalho de sensibilidade. E o truque é definitivamente olhar dentro do espelho de dentro e transformar... Não no que gostaríamos de ser. Não somos Barbies. No que você tem de melhor.
Assim, podemos conviver juntos. Todos. Do jeito que realmente somos... e que esse jeito seja o que nos agrada, aquilo que amamos. Eu sou filha de uma deidade masculina, Apollo, e isso não tira todo o toque feminino e a minha sensibilidade. Na verdade, ser filha de um deus radiante me ensina a ser radiante como Ele, a ouvir minha intuição, pois com ela guiamos a voz dos Deuses e aprendemos a lidar com toda a Criação. É uma brincadeira de viver e de mesclar.
Viver e ser mulher é um presente. Gostar de ser mulher é uma construção. Tudo na vida tem seus lados, mas eu gosto de exaltar o que fica em frente ao espelho e, alí de receber a resposta mais querida dele, olha e diz: Eu te amo, eu!
No evento I Encontro do Sagrado Feminino mulheres e homens terão a chance de pensar em diferentes formas de lidar com a feminilidade, com as coisas das Deusas e como Elas, em sua porção no Universo, e podem nos dar instrumentos para andar na vida.
Que Afrodite nos sorria!
Pietra di Chiaro Luna, filha de Apollo – que não larga o espelho.
site: www.stregoneriabr.com | blog: www.stregheriapratica.blogspot.com
e-mail: dichiaroluna@yahoo.com
Sou Pietra di Chiaro Luna e sou uma strega, uma entre os diversos streghe e stregoni de nosso enorme paí. Estudo e pratico Bruxaria desde 1996 e a partir de 2000 me dedico exclusivamente aos estudos e práticas de nossa Mamma Itália, principalmente de sua antiguidade pagã.
Trilho caminhos de honra aos meus ancestrais e seus antigos Deuses, com suas tradições e crenças. Também sou pedagoga de formação. Coordeno listas de discussão, uma comunidade no Orkut, participo de sites como colunista , dou palestras e cursos em espaços esotéricos e sou autora do site Stregoneria Brasileira. Também sou apaixonada por oráulos, principalmente o tarô, cultura cigana, yoga e dança do ventre. |
|
| |
Um relato...
por Ricardo Martins
|
|
| |
|
Numa noite destas, meu filho mais velho viu uma cena significativa em uma loja de conveniências. Uma mulher deslumbrante entrou sozinha e começou a procurar produtos nas gôndolas e um rapaz, que estava ali há mais tempo, disse em voz alta para o atendente:
- Ô, cara, vê o que a moça aí quer e deixa comigo que eu assumo!
Ela se virou, deu um sorriso sem graça, e respondeu também em tom com que todos pudessem ouvir:
- Obrigada, mas eu pago minhas contas.
|
|
| |
O episódio ilustra muito bem essa impressionante revolução silenciosa que ocorreu no planeta quando, depois de milênios e milênios, as mulheres abriram o portãozinho de casa e foram se espalhando lá fora pelo mundo masculino.
O trabalho da Soraya é outro - e belo - sintoma do que está acontecendo nesse instante na Humanidade. Com olhar lúcido e agudo, ela e dezenas de outras focalizadoras no Brasil estão batalhando para que as mulheres encontrem conforto em serem mulheres. Mais do que deixar de se pautarem pelo modelo masculino, essas novas fêmeas terráqueas retomaram consciência e conexão com sua energia mais essencial, e estimulam hoje as companheiras em círculos e clãs para que façam as pazes consigo mesmas e se sintam bem em serem mulheres. E mais: que vivam, celebrem, deliciem-se com seus ciclos naturais. Que sangrem outra vez com orgulho.
Isso, amigas e amigos, é uma revolução e tanto!
Mas o que é o melhor: esse movimento coletivo feminino faz bem ao planeta como um todo, pois a vida é Una, e novas mulheres exigem a germinação de novos homens, e todos nós, machos e fêmeas, estamos convocados a transcender as questões de gênero e a buscar dentro de cada um o casamento alquímico entre masculino e feminino sagrados.
Como homem, peço a vocês: sei que, no caldeirão cultural onde todos somos paridos, as mulheres ainda são estigmatizadas, já nascem culpadas, inferiores, pecadoras, e que isto tudo está trancado na garganta de vocês há alguns milênios e que agora, finalmente, chegou a hora de falar, atuar e equilibrar o jogo. Mas falem também em nome dos homens, pela libertação e cura de todas as nossas auto-ilusões, estendam a mão e ajudem seus parceiros, seus filhos, seus chefes, seus subordinados, seus vizinhos, ajudem os machos desse planeta a crescerem e transmutarem ao lado de vocês, com vocês, por vocês, por todos nós, pela Vida!
Que esse planeta se regenere através da mulher que merece seu próprio céu e que tem a audácia de ser absoluta, mas que ela saiba também transformar com os homens esse planeta numa verdadeira e definitiva ciranda de sábios.
Ricardo Martins é editor, redator e design.
Coordena o Absoluta, sistema editorial com foco no Feminino Essencial, reunindo jornal, site, blog e circuito de eventos em Porto Alegre/RS.
ABSOLUTA/ Site:
ABSOLUTA/ Blogs:
Blog pessoal:
|
|
| |
MULHER E PAGÃ
de Luciana Onofre
|
|
| |
|
Neste belo dia de sol de março, celebramos a mulher, a nós mesmas, como dádiva pelo fato de ser mulher e como presente que a sociedade nos permitiu degustar, após um grupo de mulheres em idos anos terem levantado suas vozes contra a discriminação social, da qual foi alvo.
Desta forma se rompeu o poder social de coação que imperava (naquele momento, mas considerado como marco histórico) e por tal façanha nós foi regalado “um dia da mulher’, assim como há o do aviador, o do economista, o do medico, o do meio ambiente (este politicamente correto), mas que conste sempre no calendário, em gênero masculino, para por assim, dizer ser, bem entendido...”. |
|
| |
Hoje são pregadas aos quatro ventos todas as nossas conquistas, fato que eleva nossa moral e nos impele a manter o território conquistado (sem dividir para conquistar), mas sim conquistar e manter, o que deriva em muitos casos em pressões internas e externas sob nós fêmeas nessa louca corrida por ser mulher, independente e livre, mas acima de tudo vitoriosa!
Se você for mulher, classe média ou media alta, nível superior completo, de pele clara e pertencente a uma religião oficial, patriarcal, você minha amiga, é uma mulher de sorte, pois faz parte da equipe. Se você não for um dos quesitos listados, baixa a sua qualificação, e se por ventura você tiver exercido seu livre-arbítrio e tiver migrado para uma outra profissão não convencional ou quem sabe para uma religião onde seu gênero seja o foco, aí sim querida amiga a sua cotação no mercado de ações cai e lamento lhe dizer não há limite para essa queda. Isto ainda que você como eu esteja neste mesmo século, o XXI. Isto ainda que tenhamos sido descendentes da geração power love/flower, da geração de feministas exacerbadas que queimaram seus sutiãs em público, por quê?
Por que você faz agora parte da equipe do contra. Do grupo de seres exóticos que assombram o imaginário fértil e degradante do resto da coletividade, preponderante e mais forte que este pequeno e seleto grupo ao qual você pertence!
Você ao ter tomado as rédeas da sua individualidade e ter decidido por sua “própria conta” ser o que bem quiser, caiu nas garras da discriminação sexual e sócio-cultural das demais mulheres... Paradoxal? Não isto nada mais é que a pura realidade.
E se por mero acaso for moradora de um centro urbano menor e menos esclarecido que os demais, bem nesse caso pegue sua vassoura e voe longe ou fique e seja aos poucos cozinhada sem que você mesma o perceba ou enlouqueça aos demais mostrando que você veio para ficar.
Ah! Agora deu para entender que tipo de mulher é aqui delineada e celebrada! Sim, nós mulheres pagãs!
Que além de sermos objeto e objetivo da misógina masculina, nos deparamos com o estranho fato de haver também misógina feminina, onde o caos é mais impactante por sermos analisadas sob a ótica do pensamento por analogia sexual. Isto por não fazer parte do estereótipo que a massa feminina idealiza (com um leve empurrãozinho masculino), porque mesmo coroando todas as conquistas e vitórias o conceito sobre a feminilidade e o feminino está permeado totalmente ainda, da estereotipação das protagonistas femininas do filme: vida, que é oriunda da concepção comum das mulheres baseadas no que o outro sexo durante séculos elaborou sobre nós e que sem percepção disso (será?) tomamos como nossa.
Neste século globalizado ainda se espera que a mulher guarde resquícios de tendências débeis como a amorfia, a passividade, instabilidade e histerismo (quem já não ouviu piadas ridículas e espúrias sobre nossa TPM?), irracionalidade e complacência.
Sofremos a crítica fálica dos que possuem essa capacidade e de quem nem sequer chega perto de ter “tal capacidade”, e quando isso ocorre estamos de fato em mãos inquisitoriais e em plena corrida em campo aberto da caça as bruxas; e bem, ficamos de boca aberta, demorando a correr, pois somos filhas das teorias de ruptura com a ideologia machista excludente e patriarcal, onde os contextos sociais já foram discutidos e estudados rumo à compreensão de sermos entendidas de forma equânime e equilibrada.
Neste ponto estamos frente a uma imagem cristalizada que não somente se refere à diferença de sexos, mas vai além, vai até o jogo da política sexual que preza manter o controle do sexo subordinado por excelência, o nosso, e que conta com o apóio das religiões patriarcais e suas mulheres, ainda que elas sejam médicas, aviadoras, economistas (quando freqüentei o curso de economia numa universidade local em 1990, deve ser registrado que somente éramos seis as representantes do nosso amado sexo em classe...) ecologistas, todas as “istas”. Ameaçamos essa subordinação por ter outra religião e em alguns casos profissões alternativas que vêm da mão dessa nossa descoberta religiosa, e assim sendo estamos fora do estamento oficial feminino global.
Cabe dizer que também vamos de encontro com a ideologia feminista por termos uma leitura mágico-lúdica sobre nós mesmas e “ainda” celebrar o masculino (se esse for o caso).
Nossa inclinação perigosa e demente em decidir sobre nossa religiosidade e ter escolhido uma tão diversa e diferente, torna a paisagem mais tortuosa e delicada, pois o termo pagã traz consigo como é bem sabido um infinito de prenoções e preconceitos fossilizados por séculos de domínio masculino opressivo em muitos casos.
Somente para corroborar a nossa demência encontramos seres intelectualizados que tomam como prova da nossa demência e disgressão/agressão, na psicanálise com Freud a sua teoria de que nossos comportamentos humanos são determinados em termos biológicos e não sociais, ou seja, tudo por culpa de termos nascido mulheres... Sim, sim, há outros teóricos, mas, quem deste quer fazer uso para apontar o dedo em nossa direção, não duvide você, o fará.
O perigo é cair na armadilha de entrar no infinito espiralar de discutir mulheres por mulheres, maximizando essas pressões e execrando o grupo masculino como um todo, porque mesmo sendo “muito estranho” entre os apontadores de dedo em riste, encontro seres do meu gênero superando o sexo oposto. Pois apesar da predisposição masculina cultural a certos comentários pejorativos e hiperbólicos, eu (sou taróloga, profissão fora do comum nestas bandas), tenho uma boa impressão do que o homem pensa quanto a mim, como mulher-bruxa-pagã. E fato louvável, o único critério que até hoje percebi é exercido, é o de seleção qualitativa, ou seja, a busca pela qualidade.
Ser pagã, e ainda por cima bruxa, contraria de forma agressiva os cânones criados por outras mulheres quanto ao universo feminino feminista, mas vejamos as razões para tudo isso... Somos a materialização dos medos e desejos mais profundos e soterrados da mulher que deseja ser aquilo que idealiza, mas sempre deixa para depois, e esse depois nunca chega, a vida passa e como não acreditam em reencarnação, que pena, perderam o trem dessa louca experiência que é viver citando Leminsky “essa vida é uma viagem, pena que estou aqui só de passagem...” e nós sim acreditamos em voltar, mas tentamos viver esta vida ao máximo, e fazendo isso, queridas pessoas, é perigo eminente para a sociedade que não vê com bons olhos estes seres livres que somos.
As fantasias que sobre nós são tecidas, nada mais são que a premência de ser o que se teme, criar mitos e lendas obscuras, é a válvula de escape aos devaneios que jamais serão concretizados, somente permanecendo na dialética, e fugindo do concreto...
Lembremos de Mary Shelley e sua obra impactante Frankenstein, chocou os meios sociais literários por comprovar que havia de fato uma literatura gótica feminina e à medicina e igreja por levantar questões como a do partogênese sem participação divina, nem convencional; mas o que foi essa obra dentro do nosso coletivo feminino? A prova de que mulheres transpõem muitas vezes em palavras, imagens, seus medos e desejos íntimos de serem “mulheres”, criadoras, não somente criaturas, e o personagem do deslocado Frank exemplifica a situação de muitos, sem eixo, rumo, por ser diferentes do esperado e planejado. Estamos hoje separadas dela, (Mary) por séculos, mas ainda assim podemos nos remeter a sua obra e sua criadora para explicar o que hoje vivenciamos: o medo que materializamos ao assumir uma atitude, postura, filosofia de vida e religião minoritária, diferente, temida e mistificada.
Mas, (sempre há um, mas), ao projetar a ira, o descontento, a insatisfação, o temor, a expectativa do novo e do renascimento, criando duplicações de nós mesmas sem assumi-las, sob a justificativa de manter sigilo porque assim manda a Antiga Arte, estamos simplesmente cimentando dentro das nossas vidas as mesmas regras que banimos ao partir rumo a outro caminho espiritual. Então porque não nós nomeamos pagãs em definitivo, preferindo o termo “esotérica”?
Celebro hoje em suma minha condição de mulher, de pagã, de bruxa, de mãe, de criadora e criatura livre, mas com pesar no espírito por ainda ser alvo e estar na mira do preconceito feminino, o que faz o pesar ser mais forte, pelo fato de assumir abertamente meu direito a decidir, optar pelo diferente, pelo preconceito masculino que se eterniza mediante as mulheres que se prestam a perpetualiza-lo ao usar chavões como “isso acontece porque ela é bruxa”, “ela é bruxa, bruxas queimaram no passado, logo ela também deve merecer isso”, ou “deus vê que és bruxa então aceita as quedas porque é castigo dele”...
Celebro os homens que sabem valorizar a mulher ainda que tenham sido criados em meio a todo esse rebuliço contra nós, que sabem nos ver como somos de fato, seres humanos dignos, falhos, sagrados e profanos, amados e odiados, assim como eles mesmos, seres humanos.
Celebro as mulheres pagãs que se livraram das correntes do separatismo homofóbico, e que encontram prazer em fazer parte, sem perder sua identidade, sem deixar seus valores de lado pela aceitação em troca.
Celebro as demais mulheres que nos encaram como seres fascinantes e fascinados com nossos reflexos no espelho e que com olhos curiosos desejam que lhes permitamos “comer um pedaço do nosso bolo”...
Feliz dia a todas as mulheres pagãs, bruxas ou não!!!
Quem sou eu?
Uma pagã que preza como eixo da sua religiosidade o feminino divino, mas sem esquecer o masculino.
Sou como outras tantas, como você, como elas, que buscam a Espiritualidade Feminina Pagã.
Espiritualidade que é um dos múltiplos fragmentos que o novo século oferece à Terra e seus moradores para que haja essa reconexão e releitura de valores, quiçá muito mais naturais, e ecologicamente corretos, do que em outras eras, mesmo impregnados pelos avanços tecnológicos e de mídia.
Sou uma fêmea, pagã, bruxa, ativista pela tolerância religiosa, e pela liberdade de expressão.
E principalmente defensora de um Paganismo Livre.
O meio que encontrei para fazer ouvir a voz do feminino foi a escrita.
Mediante ela teço conexões na tentativa de despertar a este feminino pagão sem sexismo, sem exclusão.
Sou no mundo "civil" tradutora e professora de espanhol como língua estrangeira. Taróloga por escolha e fascinação quanto ao mundo dos oráculos.
Moro em São Luis-MA, conhecida como a Ilha do Amor.
Nasci em Bogotá - Colômbia.
Meu e-mail:
Sites:
http://pandhea.blogspot.com/
http://lucianapagana.multiply.com/
http://criancapaga.blogspot.com/
http://deamatter.blogspot.com/
http://cafecomdinamite.blogspot.com/
'Libertad ante todo para mis actos y pensamientos, respeto hacia ella, y
respeto por la tuya".
(Luciana O.) |
|
| |
. . .
de Tatyana Menakaiká
|
|
| |
|
Grandes são os mistérios desse mundo em que vivemos, seja no plano visível ou invisível, em todas as épocas e todas as eras entendeu-se por sagrado duas forças geradoras da vida, o masculino e o feminino.
Na história da humanidade sobre esse solo sagrado da Terra, muitos sofrimentos e distorções surgidas para legitimar interesses de grupos humanos, sufocaram as potencialidades de ambas as forças, tanto o feminino que habita dentro de cada ser como o masculino que também habita dentro de nós. |
|
| |
Somos essas duas forças capazes de fecundar o mundo de novas idéias e quem sabe de novos paradigmas que levem tanto mulheres e homens a caminharem juntos em busca de um novo modelo de parceria, aceitando as diferenças como complementos necessários. As mulheres, cansadas em nossa época de equiparar-se a um modelo feminista que leva à competição com o sexo oposto, já não nos é mais necessário.
Uma nova mulher surge, centrada em seu poder, em sua feminilidade, honrando seus dons e potencialidades como instrumento de cura de si e de suas irmãs. Igualmente os homens estão surgindo com novos modelos de pensamento e postura diante desse desabrochar para a cura do planeta, entendendo que o feminino também vive dentro dele, abrindo-se para novas experiências que sempre lhe foram intrínsecas, mas reprimidas pelos padrões sociais.
O que importa neste momento crítico que passamos no planeta, onde os velhos padrões foram comprovadamente testados não nos levando a lugar algum, é que há um novo ser humano surgindo, seja homem, seja mulher, há um novo ser embuído de consciência planetária buscando uma nova forma de caminhar. Minhas saudações a todos homens e mulheres que buscam contribuir para uma vida mais saudável de todas as nossas relações.
Aho, mitakuye oyasin!
Tatyana Menakaiká
|
|
| |
Sofias
Por Beatriz Nantes (Nathus Dea)
|
|
| |
|
O Dia da Mulher é conhecido mundialmente por seu caráter guerreiro; a expressão do arquétipo ferido da mulher que luta por seus ideais. Contudo, creio que a energia do dia 8 de março deste ano estará com um tom diferente; menos Ártemis, mais Sofia*...
Todos os anos, nós mulheres nos preocupamos em fazer do dia dedicado a nós uma data para movimentações ativistas e discursos eloqüentes sobre moral. O que em geral só nos aproxima do perfil “macho de saias” e nos afasta do que deveria ser o ideal de toda mulher: retornar a si mesma.
|
|
| |
A expressão o mundo dá voltas está longe de ser apenas mais um dito popular ou piada de físico. Ela se faz tão importante neste movimento que nasce hoje, que deveria ser mantrado para dar voltas em nossa boca e explodir em prazer e satisfação.
É com gosto que digo que neste Dia da Mulher, a dor de nossas perdas será curada pela nova postura que a Cirandda dos Sábios pretende emanar. Nasce o círculo dos mil círculos que trarão para a sociedade contemporânea o retorno da filosofia da Grande Mãe, com a dignidade devida; como o era nos velhos tempos. O mundo da voltas não é mesmo?
Aberta para todos, tal qual um grande útero, a roda acolhe aqueles que se sentem preparados para um novo modelo de sociedade e multiplica isso para o universo. O círculo é uma forma tão perfeita que na geometria natural é a que mais se faz presente. Sabendo disso, porque temos que ser tão quadrados, indo contra tudo o que nos é natural?
Assim, sábio aquele que se permite ser este circulo novamente e parte da mandala que não finda, tornando-se peça chave do movimento da Sábia Sofia, incorporando em si a sabedoria circular das fêmeas e emanando essa sabedoria para os demais grupos.
A natureza é pontual; confere-nos o direito de espiralar e nos amadrinha nesse dia que até hoje era comércio-ativista. A partir de hoje, dia da mulher é todos os dias e o dia 8 de março é dia de Cirandda dos Sábios; o dia em que homens, mulheres e crianças dançaram juntos pela vida e saúde do todo, incorporando e pluralizando Sofia!
* Segundo Erich Neumann, Sofia é a mais sublime expressão do desenvolvimento e a mais elevada sabedoria do feminino, aquela que se manifesta acima enquanto representante da evolução espiritual e manifesta-se abaixo na qualidade de suprema evolução espiritual daquilo que é terreno.
Olá, eu sou a Beatriz Nantes, mais conhecida no meio virtual por Nathus Dea.
Publicitária e estudante de psicologia por profissão; bruxa por amor e reverência á Deusa, dedico meu tempo e trabalho ao resgate do Sagrado Feminino através de cursos on-line e em grupos locais, programas de rádio e colunas escritas no Subjetividade Feminina. Além disso, faço parte do Grupo de Estudo e Focalização de Danças Circulares Sagradas do Ofurô Clínica & Spa Urbano.
Sejam bem-vindos ao meu endereço pessoal!
Para ler mais textos de minha autoria acesse o site: www.nathusdea.cjb.net
Ofurô Clínica & Spa Urbano - www.ofurospaurbano.com.br
HD Virtual com os programas da web-rádio, Conecção Multiply e vários outros formatos de arquivo para compartilhamento - http://nathusdea.4shared.com/
Sapatos Vermelhos - Meu blog de análise de Contos de Fadas e fundamentação teórica para monografia sobre arquétipos femininos: sapatosvermelhos.tk |
|
| |
MEMORIAIS E RECADOS DE QUEM COMPARECEU...
|
|
| |
envie o seu também para: ciranddadalua@yahoo.com.br |
|
| |
|
|
| |
Oi Linda !!!
Só pra te dizer mais uma vez que o evento de ontem foi lindo, amei a oportunidade de colaborar um pouquinho.....
Como sempre tudo que voce faz e planeja fica lindo, por causa do imenso amor que voce coloca em tudo....
Amei ter ficado até o final....o universo é sábio e com certeza sabe o que é melhor pra nós....
Amo muito vc....
Bjos
Sô
Dizer obrigada é muito pouco... O evento foi fantático, o astral estava ótimo, o dia passou que eu nem senti...É por isso que digo que tudo aquilo que vc põe a mão, se torna mágico e perfeito. Obrigada pela confiança e pela oportunidade... Palestrar ontem foi muito importante para mim e MUITO BOm...!
Amo muito você viu Fada do Sol que Raya...
Beijos no coração e na alma
Lú )0(
So, mais uma vez obrigada por tudo... foi o primeiro de mtos...e foi lindo....bjks e mta luz querida!
Oie!!!
Yaya chegamos bem...bem tarde também(rsrsrsrsrs), mais de 1h da madruga.
Quero agradecer a Soraya Sanntos, Mallem, Junior e Mari, Carminha, Marcio, Edus e todos os demais que colaboraram por esse evento lindo e MARAVILHOSO!!! Especialmente a você a ao Ri por serem tão solícitos conosco.
Yaya que você continue a ciranddar e encantar tantas outras pessoas.
Paz e Luz no seu coração
Abrahceijos Elen
|
|
| |
|
|
|