14/11/2011 - Postado por
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Lindas no Tecer …..
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Mar de Amor
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Rio das pedras Sertão Cacau Cambury SP
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Cantando e tocando Tambor…Gratidão as Direções Sagradas a roda de cura…a Vida…ao Amor….Ao Sacerdocio
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Libélula Rosa
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Carol Magri lindíssima
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Caro em honra as Divindades
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Emoções de Uma Jornada de Alma…..
Hoje reiniciamos a Jornada do Circulo de Mulheres Divina Afrodite e todas as que estiveram nas 13 Luas que antecederam este Rito estão sendo EVOCADAS para mais uma jornada alquímica……
Amores e Amoras…
Com as Bênçãos da Deusa de Afrodite e seu Séquito de Deusas compartilho estes sentimentos que pulsam em meu coração em algumas palavras que certamente não irão expressar na integra o que gostaria que sentissem se pudessem “entrar” em meu coração…..
Este “Rito de Passagem”, ou “Travessia de Rio”, ou ainda “Iniciação” teve a ÁGUA como tema e por isso a gama de azuis e de verdes que vemos nas imagens, por este o motivo de tantas emoções, indo do mais telúrico ao anímico em segundos…..
Isso significou igualmente que para além da água em concreto se falou e se viveu emoções, sentimo-nos embaladas na doçura das águas, e apesar de todos os desafios individuais e do circulo como um todo, tudo foi suave e fluiu docemente.
Participamos da Fogueira Sagrada, com cerimonia de Give Awey ao lado do rio de Oxum, banhámo-nos em águas de cura, no poço de águas transparentes, e no Mar de Afrodite, experenciamos cura física, espiritual e emocional, fomos longe nas nossas emoções, sobretudo com o preparo e vivencias compartilhadas, o dançar nuas tendo a Lua Cheia como testemunha, as arvores como irmãs, a Terra como Mãe e o vento como perfume….As montanhas derramaram suas bênçãos inigualáveis a qualquer benção de abundancia, todos os Seres vivíveis e invisíveis dançaram conosco….Os ancestrais chegaram para compartilhar o suave sabor do anoitecer de mãos dadas e o amanhecer nas mesmas mãos dadas! As 13 matriarcas nos acalentaram e juntas passamos por um rio da vida, mas cada qual ainda teve seu rito individual, uma viagem dentro de outra viagem……
Poderoso, mas do reino dos Mistérios – para saber tenho de lá ir… como acontecia em Elêusis, lembram-se?
Nas conferências da Deusa, nossos Ritos assim são batizados hoje, existem essencialmente diversas atividades: palavras ditas, sentidas e reverberadas; danças sagradas; cantos de louvor; momentos de inspiração que normalmente conhecemos dos livros ou da Net, mas que damos tudo para ver e ouvir ao vivo, para fazer parte, para Ser parte!!!!!!
Jornadas que são fabulosas, as cerimónias, que acabam por ser ainda os momentos mais arrebatadores, por todas as razões, que vão desde a beleza visual, à profundidade do que é trabalhado, ao reavivar das nossas memórias ancestrais de quando a terra e toda a vida eram sagradas.
Seria impossível falar de tudo, até porque tudo foi de incrível lindo e magico….
REGRESSO A CASA. ..E ENTRE NÓS? POSSO FALAR DA MINHA EXPERIENCIA….
Saímos de lá com a alma lavada, mas também com o peso da responsabilidade de ressuscitarmos na nossa própria cultura os vestígios do culto do Feminino e, garanto-vos que estamos numa terra riquíssima nesse aspecto.
Sabemos que Afrodite é uma deusa muito cultuada por aqui, que as várias Deusas de outros panteões conservam nas suas várias designações os Seus atributos (e isto é revelador da importância do culto da Deusa).
Falta-nos compor a nossa roda do ano, comprometermos com esta missão sagrada e seguir jornada!
UMA EVOCAÇÃO….. A Cirandda das Deusas Reinicia sua Jornada de 13 Luas HOJE, 11/11/ 2011, sexta-feira Lua Cheia às 20horas e Evoca quem estiver escutando o Chamado do amor, da amizade, da necessidade de nos unirmos de mãos dadas!
Sou apenas uma menina que evoca a sacerdotisa de cada mulher….Entrego-me como guardiã da Chama desta Deusa chamada Afrodite , Senhora da soberania desta terra que nos coube habitar nesta vida, cujas qualidades são essencialmente a PAIXÃO, o AMOR, a INTEGRAÇÃO (ou INCLUSIVIDADE), a ALEGRIA, a TOLERÂNCIA. Sensação maravilhosa. Que estas qualidades e as bênçãos da Deusa se derramem abundantemente sobre tod@s nós!
Evoco a cada qual para darmos as mãos e batermos o compasso do nosso coração em harmonia com a Terra , parafraseando Paule Salomon:
“Creio que iniciaticamente, toda a mulher nasce uma segunda vez de outra mulher que não é a sua mãe. Pela confiança noutra mulher, que já não é vista como uma rival, ela reconhece o seu feminino, abre-se a uma outra dimensão de amor.”
Gratidão a todas e todos que tornam este encontro possível….
Que o Tecer Sagrado de Meu Ser seja verdadeiro e que encontre em cada Jornada o merecimento de pertencer, sentir, ser e estar….
Em nome de Afrodite e seu Séquito de Deusas, de Todos os Reinos, das 13 Matriarcas…
Assim falei!
Soraya Mariani Yayá Novembro 2011
14/11/2011 - Postado por
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Afrodite deixa-me ser como Tu e partilhar o meu riso e a minha alegria com as/os outras/os para que juntas/os celebremos a vida.
Grande Deusa, ajuda-me hoje a celebrar o meu poder feminino.
Partilha comigo a Tua capacidade de recuperar dos revezes rapidamente, Afrodite, para que eu possa avançar para o próximo desafio na minha vida.
Obrigada, Afrodite, por me ajudares a ser otimista e alegre hoje.
Afrodite ajuda-me a sentir verdadeira alegria com o sucesso e realizações das/os outras/os.
Afrodite mostra-me como fazer para me liberar dos limites que imponho a mim mesma.
Peço-Te, Afrodite, para me ajudares a desenvolver o meu verdadeiro talento, aceitando quem realmente sou.
Afrodite, Deusa do amor, ajuda-me a acolher o amor que as/os outras/os me oferecem.
Deusa, eu reafirmo que sou um ser sensual.
Guia-me, Afrodite, até àquelas e àqueles amigas e amigos que acrescentam diversão e leveza à minha vida.
Deusa da Beleza ensina-me a sentir o prazer de estar em minha casa e no meu local de trabalho, rodeada de belos objetos.
Afrodite ajuda-me a encontrar maneiras de superar a insatisfação com o meu próprio corpo e de aprender a amar e a divertir-me.
Afrodite ajuda-me a não me comparar constantemente com as outras pessoas.
Lembra-me, Deusa do amor, que eu não tenho que ter um/a parceira/o para estar apaixonada; que eu posso ser feliz estando apaixonada/o pela própria Vida.
A Tua alegria é contagiante, Afrodite. Ajuda-me a partilhá-la com o mundo.
Afrodite ajuda-me a pôr de lado as minhas preocupações por um tempo e a ser feliz hoje.
Grande Deusa, eu alegro-me contigo em todos os atos de prazer e de amor.
Grande Deusa ajuda-me a permanecer centrada/o e emocionalmente disponível para as/os outras/os.
Afrodite partilha hoje comigo o Teu perdão e a Tua abordagem sem julgamentos.
Afrodite lembra-me hoje que, tal como Tu, sou carinhosa/o e tenho um bom coração.
Deusa, eu aceito a responsabilidade pela minha felicidade e pela satisfação das minhas necessidades.
Afrodite empresta-me a Tua capacidade para revelar o meu verdadeiro eu, sem vergonha nem medo.
Deusa do amor ajuda-me agora a manter pacífico e harmonioso o ambiente em que eu vivo.
14/11/2011 - Postado por
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Mas se em algum momento parar de chover e as poesias e canções que eu fiz conseguirem dizer que o que eu sinto por cada uma de vocês ….Seri possivel expressar em musica e poesia? Não sei…..O nobre do sentir é aprender e vivenciar a liberdade que o amor pode em si comportar…. é o melhor sentimento de vôo livre sequer imaginado pelo ser…..
Tomates verdes fritos…..Divinos Segredos….Da Magia a Sedução…A Excêntrica Família de Antônia….Aos Olhos de Deus…..Em luta pelo amor….alguns filmes que em suas porções de encantamento de alguma forma expressam meus sentimentos pela Irmandarte, pela vida, pelo amor…..pelo ser que a cada dia me aproximo mais: Eu mesma!
Love, L`Amour…..De mãos dadas….
Soraya Yayá
14/11/2011 - Postado por
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Felicidade….

Ninguém é dono de sua felicidade, por isso: não entregue sua alegria, sua paz e sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém!
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, das vontades ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior é a sua meta de vida.
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivos longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque em seu interior a resposta para acalmar-se.
Você é reflexo do que pensa diariamente.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que quer oferecer a você o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está “pronto“ para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida neste momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
Se você anda repetindo muito: “eu preciso tanto de você” ou, “você é a razão da minha vida” – cuide-se.
É lícito afirmar que são prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos.
A inteligência é a insolência educada.
Nosso caráter é o resultado de nossa conduta.
Egoísmo não é amor, mas sim, uma desvairada paixão por nós próprios.
O homem sábio não busca o prazer, mas a libertação das preocupações e sofrimentos.
Ser feliz é ser auto-suficiente…
Seja senhor de sua vontade e escravo da sua consciência.”
14/11/2011 - Postado por
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Deusa –Mãe que esta em toda Natureza
Honrados sejam todos os seus ciclos e faces.
Mantenha-nos em vosso colo nutridor e amado
Sejam respeitados os vossos ciclos
Tanto fora como dentro de cada um de nós.
A colheita sagrada de teus campos férteis
Dai-nos sempre
Corrige os nossos erros, assim como
corrigimos nossas crianças:
Com a brandura do Amor e
a justiça da Lei de Ação e Reação.
Não nos permita cair no esquecimento de
nossa origem divina
E protege-nos do pensamento e sentimento maldoso que nos afasta de Ti e
que nos deixa vunerável à maldade do mundo
Que assim seja e o bem se faça!!
na inspiração…uma oração!
bjs e
Bom final de semana!!
Mirhyam Conde Canto
14/11/2011 - Postado por
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”Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.
A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.
A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.
São as estações do tempo. São as estações da vida.
Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras…
Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras…
Floresçamos.”
14/11/2011 - Postado por
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Na inocência dos meus dias,
Choro uma dor que não é só minha,
Na caverna da minha alma,
Clamo por único sol que abrace a todos irmanamente,
A lente dos meus olhos embassa com o calor abafado da angustia,
Minhas mãos pingam suor frio .. inspiro.. expiro… morro para continuar a viver,
e a esperança se faz no amor que sempre se principia,
Na madre terra que tudo cria,
Me acalento,
Me abraço,
Me ponho para ninar,
aconchego no canto do meu canto,
Falo palavras boas de ouvir,
e a voz calma , mansa , doce diz: Você está pronta! Pronta! Pronta!
As horas seguem o seu destino,
Hoje já é quase amanhã,
A cabeça que se ergue,
O horizonte que se vê,
Faz florescer cá dentro
no momento mais que exato,
Um novo amanhecer.

Gesiane dos Dias Dourados
14/11/2011 - Postado por
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E a alma grita!!!
Chora!!! Sente dor….
E aquela música…..Só enquanto eu respirar…vira mantra….
Mantra de sobrevivÊncia…é!!
Pq os os olhos mentem…DIA E NOITE A DOR DA GENTE!!!
E SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR…..
eu vo me lembrar de quem eu sou…
a fé que deposito em mim e só…
força e coragem pra chegar no fim…
o fim é BELO E CERTO…já diz a grande Deusa….
Belo….mas só respirar fundo…adianta???
e a dor que dilacera a alma diante das escolhas….
a prosperidade é tao boa….engrandece a gente…
e quem gosta de nao ganhar dinheiro??
depois de passar tanta necessidade?
Quem disse que o dinheiro é ruim??
E quem disse que é facil abrir mão….
pra realizar o sonho?
Cade a FORÇA???
CADE A CORAGEM??
pra seguir a diante…sem grana???
de novo?? não…..
mas e quando a alma diz…vai??
Vai vc é terapeuta…vc sabe disso…quando vai assumir seu sonho?
Independente do quanto dinheiro se ganha?
E o que fazer diante de tantos dilemas???
A dor que dilacera seu peito….
Que dói no ego…que dói em todo seu ser….
sim pq é bom poder fazer tudo que sempre sonhou…e ter dinheiro pra bancar…
E quando nao se tem?
E se arriscar a nao ter novamente?
E cade a confiança??
Quem sou eu???
quem sou eu???
SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR!!
RESPIRA FUNDO….
RESPIRA CORPO
RESPIRA ALMA!!
RESPIRA MENTE…
POR QUE EU JÁ NAO SEI MAIS QUEM SOU…E PRA ONDE VOU!!!!

Por Fernanda Cintra Circulo de Mulheres
06/09/2011 - Postado por
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EROS, AFRODITE, THANATOS E OS POETAS
Os mitos gregos fornecem os modelos para a maior parte dos comportamentos humanos, dando-lhes sentido e valor. São, para a cultura ocidental, aquilo que chamamos de arquétipos, padrões de conduta, conjunto de atitudes, posturas, modos de ser. O mundo dos arquétipos é insondável. Só o percebemos através de suas manifestações no nosso consciente. Os arquétipos são possibilidades latentes, como fatores históricos, biológicos e outros. Em função da vida que levamos, conforme as condições de tempo e lugar, as imagens arquetípicas são apresentadas ao nosso consciente. Os personagens míticos e suas histórias, gregos ou de outras mitologias, podem atuar sobre a nossa vida consciente como arquétipos do inconsciente coletivo, despojando-a de sua autonomia, gerando fenômenos de massificação, de alienação, doenças, patologias etc.

O OLIMPO
Essas imagens provêm de uma área fora do alcance de nossa vontade consciente, mas fazendo parte de nosso mundo interior. Levam-nos a agir como não pretendemos, impondo-nos papéis que não sabemos por que os desempenhamos, fazem-nos muitas vezes ficar descontentes diante de nossa maneira de agir. Quase sempre, uma sensação de fracasso, de algo que saiu como não queríamos, atos falhos, vexames… Todas estas perturbações têm forte acento emocional e são estritamente pessoais.
Embora estas imagens se assemelhem de uma pessoa para outra, sua intensidade varia muito. Muitas acabam por formar um núcleo temático, uma espécie de coágulo, e a ele vão se juntando, agregando, partículas toda vez que tal núcleo é estimulado por uma referência, por um encontro, por uma palavra que ouvimos, por um acontecimento externo ou interno que não conseguimos resolver, por fraqueza, inabilidade, incapacidade.
Esses núcleos temáticos são chamados de complexos. Neles represamos sentimentos, parcial ou totalmente inconscientes, com muita carga afetiva. Às vezes, quietos por longo tempo esses núcleos se ativam, fazendo até oposição às intenções do eu consciente, podendo inclusive romper a sua unidade. Comportamo-nos como se outro eu nos habitasse, dominando-nos. Uns são reconhecidos, outros jamais o serão. O reconhecimento intelectual desses núcleos não basta, pois o fenômeno é valorizado afetivamente. A libertação só virá se desintegrarmos os sentimentos neles represados.

Há na mitologia grega um deus, Eros, que simboliza a nossa pulsão fundamental de viver. Eternamente jovem, vem na figura de um jovem adolescente alado, nu, inquieto, com arco e flechas nas mãos. Eros confunde-se com o próprio desejo, o desejo de aproveitar, de gozar as coisas do mundo como satisfação dos sentidos, o desejo de buscar um parceiro, um amor, um amigo. Neste sentido, confunde-se com o que os antigos (e depois a Psicologia moderna também) chamavam de libido, a energia vital, a procura instintiva do prazer.
Eros encarna no mito o desejo unilateral, o desejo masculino, de um modo geral. Para contrabalançar as forças eróticas presentes no universo, os gregos criaram uma deusa, Afrodite, cujo arquétipo veio governar o prazer, o amor, a beleza, a sexualidade, a sensualidade das mulheres, levando-as a se envolverem com funções criativas e procriativas. No mito, Afrodite nasce no mar, em meio a espumas. Essa imagem de Afrodite, adulta, nua, lindíssima, será representada por muitos artistas. A deusa, pelo seu nascimento, define que o princípio da vida afetiva e, consequentemente, da vida amorosa estará para sempre ligado à água. Ou seja, amor é umidade. Os secos, os quentes e os frios têm muita dificuldade com relação à vida afetiva, ao amor, que fala de reciprocidade, de permeações. Afrodite passa por Chipre, a ilha do cobre, definindo-se como “boa condutora de eletricidade”, isto é, constituindo a polaridade passiva, feminina, por oposição à polaridade masculina, ativa. Ou seja, o princípio da água atenuando o princípio do fogo, Afrodite e Eros.

O NASCIMENTO DE VÊNUS – BOTTICELLI
Deusa de sedutora beleza (enkrateia), Afrodite era honrada em inúmeros santuários em todo o mundo mediterrâneo e da Asia Menor. A deusa surge no mundo grego para colocar as relações afetivas numa perspectiva de reciprocidade. Ela passa a simbolizar as forças irrefreáveis da fecundidade, não com relação aos frutos, mas com relação ao desejo apaixonado compartilhado.
A deusa é tanto o amor sob a forma física como o prazer dos sentidos cabendo-lhe o poder da transformação dos seres que nesses processos se envolvem. É neste sentido uma deusa alquímica, consumando relacionamentos, gerando formas novas de existência. Ela é também o impulso que vai além do sexual, representando um ímpeto tanto psicológico como espiritual que nos fala de comunicação e de comunhão. Qualquer pessoa que já tenha se apaixonado por alguém, por um lugar, por uma idéia, por um objeto artístico está lidando com os poderes da deusa. A consciência de Afrodite está presente também em todo trabalho criativo, mesmo aquele feito solitariamente. É a deusa das interações, podendo transformar uma simples conversa numa “obra de arte”. Com a deusa “presente” em nós, também podemos nos tornar mais espontâneos, como uma improvisação musical. Onde quer que apareça a consciência de Afrodite, os parceiros irradiam bem-estar, energia intensificada, a conversa é espirituosa, estimulante de pensamentos e sentimentos.

A deusa tem vários nomes, apelidos, Calipígea, Trívia, Urânia, Pandêmia, Citeréia, Cípris etc. Toda pessoa que se envolve num processo afetivo, de trocas, a deusa a transforma num ser especial, quase “divino”. Quando Afrodite se apossa da personalidade de uma mulher, ela se abre para o mundo, para os outros, socializando-se. Ela aumenta o magnetismo pessoal. Quando por razões culturais e religiosas a mulher é rebaixada, Afrodite se “ausenta”. O arquétipo pode pôr uma mulher (dependendo do meio) inclusive em divergência com os padrões de moralidade vigentes. Por isso, as mulheres “Afrodite” podem ser marginalizadas, consideradas como perigosas, quando não como raptoras do masculino, como acontece com as religiões patriarcais.

ACRÓPOLE DE ATENAS
Afrodite era muito mal vista em Atenas, a cidade de Palas Athena, deusa virgem, das acrópoles. Nos meios populares da cidade, Afrodite era muitas vezes chamada de “A Prostituta”. Por causa de sua personalidade, fortemente marcada por traços orientais, sobretudo de Ishtar e de Astarte, aquela mesopotâmica e esta fenícia, Afrodite, para os padrões gregos, era considerada como uma bárbara. Tudo isto transparece, por exemplo, de modo muito claro, na tragédia Medéia, de Eurípedes, nas falas de Jasão, quando ele comunica à princesa da Cólquida que está se separando dela, uma “bárbara”, para se casar com a filha do rei Creonte..
CRATERA – CENA DE MEDÉIA, DE EURÍPEDES
Quando duas pessoas se apaixonam, a deusa cria um campo de energia fantástico, intensificado. Ambas sentem-se mais bonitas, as impressões sensoriais se ampliam, a música se transforma em linguagem privilegiada, os odores ficam mais penetrantes, o tato passa a ser um dos sentidos mais importantes. Cultivar Afrodite é criar interesses pela arte, pela música, pela poesia, pela dança. É gostar do próprio corpo, cuidar dele, sem exageros, uma decoração corporal contida, harmoniosa. É por essa razão que Afrodite é a deusa da vida cosmética, palavra grega que vem de “kosmos”, esta significando ordem, o universo como ordem. Os pitagóricos foram os primeiros a usar esta palavra com este sentido porque o universo poderia ser reduzido a proporções matemáticas, devidamente ajustadas. Uma pessoa cosmética seria, pois, aquela que saberia encontrar o seu lugar de forma harmoniosa na ordem social, sempre uma tradução da ordem cósmica. Para isto, ainda segundo os pitagóricos, deveria ser usada a “katharsis”, a purificação da alma, palavra que tinha entre eles fortes analogias com a música , a base da virtude maior, a “sophrosyne” (autodomínio, moderação).
As mulheres que assumem o arquétipo de que tratamos pode enfrentar muitas dificuldades com outras mulheres, presas a outros arquétipos, especialmente as mulheres do tipo Hera. No geral, as mulheres Afrodite têm a capacidade de ver sempre a beleza e de se ligar criativamente a alguma coisa, a alguma atividade, mesmo na velhice. Crescem com grande vitalidade e graça. Na velhice, estão de bem com a vida, são sábias, não vivem se queixando. Interessam-se pelos outros, ligam-se ao mundo, interessadas sempre pelo que vem à frente. No geral, a mulher identificada com a deusa é mais extrovertida, sua atenção é sempre sedutora, ainda que muitas vezes possa ser mal interpretada.

ACROCORINTO
A negação de Afrodite está nos meios repressores que condenam a sexualidadee a sensualidade, que negam o corpo, que criam situações de culpa e de conflito, de ansiedade e depressão, diante do apelo da vida. Por isso, as mulheres Afrodite tendem a viver o presente.
A cidade de Afrodite era Corinto, a “Opulenta”, uma cidade rica, alegre, de muitas festas. Nas alturas da cidade, na Acrocorinto, a quase oitocentos metros de altura, encontrava-se um famoso templo no qual viviam as hierodulas, as prostitutas sagradas, sacerdotisas da deusa. Foi nessa cidade que o apóstolo Paulo, na era cristã, deu vazão a toda a sua misoginia, escrevendo a Epístola aos Coríntios.
O conhecimento do próprio padrão arquetípico é sempre valioso para todos os seres humanos. Esse conhecimento nos ajuda a saber qual é a nossa natureza “divina”, Quanto às mulheres, o conhecimento e o culto do arquétipo Afrodite sempre as ajuda a se libertar da culpa por serem quem são. Ao mesmo, tempo as ajuda a se tornarem mais conscientes, fazendo-as cuidar de seus interesses, reconhecidos os seus limites e os dos outros.
Como doadora da graça social, Afrodite se alinha naturalmente com os que lutam a favor da vida, procurando combater não só aqueles que se aniquilam entre si, que promovem guerras estúpidas, como os que dizimam os recursos naturais de nossa mãe Terra. Neste sentido, a proposta maior da deusa está certamente no convite que ela nos faz, muitas vezes não muito bem compreendido, no sentido de que saibamos evitar que as tendências destrutivas que estão à solta no mundo acabem, inconscientemente, se voltando contra nós mesmos.
Não é preciso ser filósofo, psicólogo, médico, advogado ou sacerdote para perceber que o ser humano, ainda que dizendo amar a vida, vem atualmente se matando a si mesmo como nunca aconteceu antes. E o que é pior, pois, como constatamos, a maneira de morrer escolhida pelo próprio ser humano é hoje muito rápida, tão rápida que muitos que já morreram para a vida continuam sobrevivendo por muito, muito tempo, em dolorosos estágios de vida vegetativa, doentes ou não. Vemos isso diariamente diante dos nossos olhos, muitas vezes dentro de nossas casas. Os métodos que as pessoas escolhem para se matar são inúmeros e não devem interessar só a especialistas, já que o ser humano tem que ser considerado como uma totalidade.

THANATOS
Vida é conflito, sabemos, luta. Amor e ódio, produção e consumo, criação e destruição, anabolismo e catabolismo, uma guerra entre tendências opostas que se confunde com a própria dinâmica do universo. As tendências que lutam a favor da vida são representadas por Eros-Afrodite, as que se opõem à vida o são pelo deus da morte, Thanatos. O ser humano carrega dentro de si estas divindades. É certo que Thanatos sempre acabará por se impor, pois somos seres datados. Nossa vida é um hífen entre duas datas. Cabe-nos, na medida do possível, colaborar ao máximo com Eros-Afrodite, retardando da melhor maneira a ação de Thanatos.
Há, contudo, uma enorme quantidade de seres humanos, nas mais diversas latitudes e longitudes da Terra que desde muito cedo, nas várias camadas sociais, mais altas ou mais baixas, seres inclusive mal entrados na vida, por razões diversas, colaboram com as forças tanáticas. Esse instinto de autodestruição aparece sob diversas formas, muitas toleradas ou mesmo aceitas socialmente. Não falamos aqui do desejo consciente de morrer, mas do desejo inconsciente de morrer. Como formas crônicas inconscientes de autodestruição podemos apontar, por exemplo, muitas inclinações masoquistas de comportamento (submissão à punição) por causa de um sentimento de culpa, criado no mais das vezes desnecessariamente. Em muitas tendências religiosas ou espirituais encontramos também fortes tendências autodestrutivas, tanto no caso de ascetas, de jejuadores (casos de autoflagelação, de martírio etc) como no de pessoas que, temendo a vida, se refugiam em organizacões religiosas, seitas etc. Há inclusive, noutras áreas, formas muito disfarçadas de autodestruição. Dentre as muitas, destacamos a curtição gastronômica (o périplo dos restaurantes; o caso de pessoas que se matam pela comida para compensar falta de amor ou de segurança), pelos esportes radicais, pela autoimolação porrazões familiares (alguém que abre mão de tudo por problemas de família), pela droga e o álcool sociais, pela deterioração crescente da qualidade de vida pelo uso inadequado da tecnologia, pela simulação de doenças ou ferimentos etc. A automutilação estética é, sem dúvida, uma das formas mais insidiosas de autodestruição inconsciente. Nesta área, podemos exemplificar com as tendências anoréxicas ou com as operações cirúrgicas. Ou seja, embora não nos mutilemos a nós próprios, entregamo-nos a algumcirurgião para que ele o faça (caso de pessoas que não podem passar sem uma ou mais operações plásticas anuais).
Ainda nesta área, principalmente no mundo feminino, podemos mencionar o desejo inconsciente que as pessoas têm se autodestruir quando aderem à moda das roupas, da maquiagem ou da decoração corporal sem perceber o quanto se destroem, ao invés de lutar pela conquista de uma individualidade. No fundo, seguir a moda (puro consumismo) não passa de um desejo de ser como todo mundo, rico ou pobre, isto é, não ser nada, ninguém.
Para finalizar, quando pensamos em Afrodite, nada melhor do que lembrar as máximas “Carpe Diem”, de Horácio (gozemos o momento favorável, aproveitemos com moderação tudo o que se apresente de positivo, mesmoque pouco e transitório) e “Utere temporibus” (aproveitemos o momento feliz), de Ovídio. Trazendo-as, em nome de Eros e de Afrodite, para o centro de nossas vidas, estaremos, sem dúvida, controlando melhor as forças tanáticas que um dia acabarão por se impor e vivendo melhor, pois, afinal, os poetas são sempre os nossos melhores conselheiros…
Cid Marcus Vasques. Professor de mitologia e suas relações com astrologia e as artes em geral.
Na Integra:
http://cidmarcus.blogspot.com/2011/07/eros-afrodite-thanatos-e-os-poetas.html
19/07/2011 - Postado por
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Desde o seu nascimento, pairam duvidas sobre Helena, com certeza ela é filha de Zeus, mas persistem duvidas se é filha de Leda ou de Némesis. Contam às lendas que ela seria filha de Leda depois do coito com Zeus transformado em cisne, porem, outras tradição conta que Zeus desejou Némesis, que fugiu de Zeus percorrendo o mundo todo mudando de forma, afinal a Vingança tem a capacidade de se metamorfosear em qualquer coisa para atingir seu objetivo. Mas contra o rei dos deuses não foi possível, pois a cada metamorfose, Zeus a acompanhava e depois de fugir por todo o mundo, Némesis transformou-se em gansa Zeus transformou-se em Cisne e mais rápido que ela a possuiu em pleno vôo.
Indiferente de seja sua mão Helena, é filha de Zeus transformado em cisne, qual seria a razão disto, já que Zeus é geralmente identificado com o Carneiro, ou Touro ou a Serpente. Dando uma pesquisada rápida via o Dicionário de Símbolos do Chevalier, pode ser que encontremos o porque do Cisne. Na Grécia antiga, e por toda a Europa o Cisne era a Ave imaculada, cuja a brancura o poder e a graça fazem dele uma epifania da luz, encarnando tanto a Luz Solar e masculina, como a lunar e feminina tornando o animal como um andrógino síntese de toda a luz. Mas como existem também o Sol negro, e cavalos Negros da Noite também existe o cisne negro, que continua sagrado mas carregado de um simbolismo oculto e invertido.
Outras vezes é vista como a virgem celeste a ser fecundada pela água ou pela terra, não mais a luz celeste que fecunda, mas como a luz fecundada, deixando de ser a luz celeste masculina e se tornando feminina como na hierogamia egípcia, quando o céu é fecundado pela terra.
Bachelard conclui um seu trabalho de analise de um verso de Goethe: ” a imagem do cisne é hermafrodita. O cisne é feminino na contemplação das águas luminosas; masculino na ação. Para o inconsciente, a ação é um ato. Para o inconsciente, não há senão um ato”. A Imagem do cisne para Bachelard se sintetiza como o Desejo, para que se fundam as duas polaridades do mundo. O canto do cisne, em consequência, pode ser interpretado como as eloqüentes juras do amante… com este termo tão fatal à exaltação que é, verdadeiramente, uma morte .amorosa. O cisne morre cantando e canta morrendo. Torna-se na realidade o símbolo do primeiro desejo que é o desejo sexual.
Imaginando, não era apenas desejo, mas era o realizador de todos os seus desejos, pois engoliu toda a criação e todos os deuses para devolvê-los em seguida, se tornando assim o pai de todos os deuses. Procuramos então qual o objetivo de Zeus ao querer uma filha humana?
De todas as aventuras de Zeus a partir de Metís (A Prudência ou no sentido pejorativo a Perfídia) antes do casamento com Hera, de onde acreditando que geraria um filho que o suplantaria, engoliu Metís, e gerou sozinho na sua mente a filha Athena. Ele gerou apenas filhos homens entre os mortais, os semideuses ou heróis, que ajudaram a criar as cidades e a eliminar monstros e tiranos que ainda haviam ficado na terra.
Por que então Zeus se transforma em Cisne, no mais primitivo dos desejos e se faz feminino para gerar Helena ?
Por que Helena era tão especial, a ponto de ter duas mães, uma a vingança dos deuses (Némesis) e outra uma rainha humana (Leda) por que existia a necessidade de Helena ser a mulher mais linda do mundo, ainda precisava nascer sendo filha do desejo?
Creio que é neste momento que devemos imaginar o quanto Helena não comandaria o seu destino, o quanto ela nunca satisfaria os seus desejos, ela seria por vontade de Zeus uma pela de um jogo nas mãos dele, e quando por vezes ela se livrava das mãos de Zeus era utilizada por outros jogadores, é provável que em nenhuma vez Helena realizasse um de seus desejos.
A filha da luz fertilizada, a filha do desejo, nunca veria os seus realizados. A beleza e a sensualidade nascida da Necessidade (Ananké), nunca teriam o prazer de ser bonita para si mesma, ou apenas para seu amado. Esta cria do duplo feminino, nunca seria uma mulher, seria sempre a mais linda mulher do mundo, a Afrodite caminhando entre os mortais. O destino cruel de Helena é ser um objeto em eterna disputa, tanto que quando um dia aquele príncipe vindo da Ásia, chegou vestido de ouro no palácio de Menelau, ela sentiu se pela primeira vez apaixonada. Ele não a jogou nos dados como fizeram Teseu e Peritoo, nem a disputaram fazendo que a Grécia inteira temesse a destruição numa guerra entre todos os seus pretendentes. Aquele moço, que apesar de tanta realeza a encantou com seu sorriso simples dos homens do povo, e o seu olhar de desejo real, mas contido por sua timidez e respeito à Menelau, encantou Helena, pela primeira vez em sua vida, depois de dois filhos tidos na casa real da Lacedemonia, ela se sentiu mulher, e não apenas um objeto cuja posse era disputada ou mantida.
Ela não sabia que aquele inocente príncipe da Longínqua Tróia estava ali em função de que ela havia sido fruto de uma disputa entre 3 deusas, e mesmo sem saber acabou sendo um prêmio, mas pelo menos aquela vez Afrodite foi honesta, Páris não teria um objeto, teria o amor da mulher mais linda do mundo, que o amaria até fim de sua vida.
Hécuba, nas Troianas, faz questão de acusar Helena de não ter amado Páris, mas sim ter se impressionado com aquele Divo, pois era conhecido como Divo Alexandre, o seu verdadeiro nome, o seu nome de pastor. Hécuba chorando a morte de 50 filhos ataca Helena a chama de Meretriz. Priamo, em seus últimos momentos a perdoa,” para mim, – Você não é a causa, só os deuses são a causa” – a culpa foi da profecia, Páris seu filho incendiaria Tróia, e combater a profecia, fez com que ela ocorresse. Expor Páris fora o seu erro, se tivesse sido criado como um príncipe e não como um pastor, não teria sido o escolhido para julgar a qual deusa entregaria o pomo.
Mas Tróia ainda arde, enquanto Helena é acusada. Menelau, que quer matá-la por sua traição, vê seus seios semi expostos para sua espada se ajoelha e a perdoa.
Ela não pediu, esperava como sempre a vontade dos deuses, esperava o seu destino de princesa de Tróia, como a paciente Andrômaca, que vê seu pequeno filho Astíanax, o Herdeiro de Heitor ser arrancado de seus braços para deitar-se no frio leito dos seios das Queres, gritando ainda a Imponência da mulher do maior herói de Tróia:
” Pois seja assim! Arrebatai-me esta Criança,
Levai-a já de mim, lançai-a das Alturas
Se vos apraz! Fartai-vos desta carne tenra!
Os deuses Decretaram nossa perdição
E não posso impedir a morte do meu filho!…”
(Eurípides As troianas).
Espera Helena a mesma sorte, ou até mesmo uma mais cruel, de morrer pelo fio da espada, mas Aphrodite (Afrodite) ou a Aphrosyne ( insanidade, a loucura) Que tem o mesmo radical no nome e por vezes se confundem, a leva de volta para Esparta.
Onde mais uma vez o destino e os deuses a levam para onde querem, tanto para ser morta em Taurica, num sacrifício por Ifigênia, ou para ser morta por Tetis no mar por seu filho Aquiles, como a forca, morrendo entre o Céu e a terra, meio deusa, meio humana pendurada numa Arvore em Rodes, traída por sua amiga Polixo, ou atormentada pelas Erínias. Mas dizem que até hoje, as mulheres em Rodes apontam, para alguma arvores a beira de um penhasco, e dizem aquela é a arvore de Helena, num desprezo típico de quem por pura inveja da beleza, diz que o fim justo da beleza é a morte.
Zeus fez a necessidade (Ananké) e a Vingança (Némesis) gerarem a Beleza, e esta se transformou em morte, Na planície de Ilion, Aos Brados da suada e nua Ênio ( O grito de Guerra).
A necessidade se fez bela, para dar corpos para Queres, e povoar o Hades de heróis, Helena nunca foi nada, era apenas um objeto que era manipulado pelos Deuses e Homens.
Gwydyon Drake -Mitologo, Teoterapeuta, Domine da Gens Aruanis
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